Evento de moda no Amapá amplia espaço para novos estilistas e fortalece economia

As coleções apresentadas na passarela trouxeram referências à ancestralidade indígena e afro-amazônica

A formação de novos talentos e a valorização da identidade cultural amazônica marcaram a 10ª edição do Modamazon, realizada entre os dias 4 e 6 de junho, em Macapá (AP). O evento apresentou 30 coleções e reuniu estilistas, empreendedores e representantes do setor da moda, consolidando-se como uma vitrine para a economia criativa da região. Entre os destaques esteve a jovem Esther Elizabeth Flexa, de 13 anos, que estreou em uma passarela profissional com peças desenvolvidas por ela própria.

A participação da adolescente simboliza um movimento de renovação no setor. Esther contou que acompanhava os bastidores do evento antes de se tornar expositora. “A sensação que eu senti foi de muita alegria. Ver todo mundo aplaudindo e gostando do meu trabalho me fez sentir acolhida e amada”, afirmou. Segundo ela, o processo de criação envolveu pesquisas sobre colorimetria e desenvolvimento de desenhos que, posteriormente, foram transformados em peças apresentadas ao público.

O evento integra as ações da Rota da Moda, estratégia do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva do setor. Com a implantação de um polo da iniciativa no Amapá, em 2025, o Modamazon ampliou sua projeção e passou a atrair participantes de diferentes regiões. Nesta edição, estiveram presentes marcas de cinco estados brasileiros, além de representantes da Guiana Francesa, da Guiana e do Suriname. Para Rita de Cássia Lima, coordenadora de Sistemas Produtivos e Inovadores do MIDR, a programação favoreceu a troca de experiências e o fortalecimento de aspectos ligados à inclusão, à diversidade e ao pertencimento cultural.

As coleções apresentadas na passarela trouxeram referências à ancestralidade indígena e afro-amazônica, à biodiversidade da floresta e aos elementos simbólicos da região. Temas como identidade, pertencimento e resistência cultural foram combinados a práticas sustentáveis, incluindo o uso de matérias-primas locais e o reaproveitamento de materiais. Organizado pelo Sebrae Amapá, o evento também buscou estimular a circulação de produtos e a ampliação de oportunidades de negócios para profissionais da moda amazônica.

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