Ex-auxiliar de Dr. Furlan tenta recuperar celular e notebook apreendidos pela PF 

Bens foram apreendidos pela Operação Palanque Digital; Ivo Melo é suspeito de integrar uma milícia digital financiada com recursos da prefeitura de Macapá 

Pelo menos cinco investigados pela Operação Palanque Digital, deflagrada pelo Polícia Federal no dia 26 de maio, apresentaram à Justiça Eleitoral “pedido de restituição de coisas apreendidas” para tentar recuperar, principalmente, equipamentos eletrônicos e dinheiro. 

Entre os nomes que tentam recuperar objetos apreendidos, está Ivo Melo, gestor próximo ao ex-prefeito Furlan, que exerceu o cargo de Secretário de Gabinete Civil da Prefeitura. 

No pedido ao TRE-AP, ele solicita a devolução de 1 smartphone, 1 tablet e 1 macbook (apple); 1 HD 240 GB  e 4 pen drives, apreendidos na casa dele no dia da operação policial. 

Nesta quinta-feira (16), ao analisar o pedido de Ivo, a juíza Paola Santos declarou que a devolução dos equipamentos coloca em risco às apurações relacionadas aos crimes investigados, já que ainda não foi concluída a extração e a análise dos dados. 

“Na pendência das diligências para extração e análise dos referidos dados, subsiste o interesse na apreensão, sob risco de perecimento dos elementos potencialmente probatórios”, concluiu a magistrada. 

Outros pedidos negados

Outro investigado pelos mesmos crimes, Sandro Sabino, também teve o pedido de devolução de equipamentos eletrônicos negado pela justiça. Entre os cargos ocupados na gestão do ex-prefeito Dr. Furlan, Sabino foi coordenador de políticas para pessoas idosas e foi exonerado em março de 2026, quando o prefeito foi afastado do cargo por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). 

O investigado se apresenta nas redes sociais como criador de conteúdo digital e marketing político. Ele pediu à justiça a devolução de 1 smartphone e 1 notebook. 

Assim como nos demais casos, a juíza Paolo Santos também negou a devolução por considerar que os equipamentos podem conter dados importantes para esclarecer os fatos apurados. 

Palanque Digital

A Operação Palanque Digital foi deflagrada pela Polícia Federal no dia 26 de maio. Investigações apontaram a atuação de uma milícia digital financiada com dinheiro da Prefeitura de Macapá, para sustentar uma rede de blogs e perfis em redes sociais em defesa do ex-prefeito Dr. Furlan e ataque aos adversários dele. 

As agressões virtuais, segundo o inquérito da PF, também ocorriam com o uso de fake news e inteligência artificial. 

No dia da operação, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em Macapá (AP), Belém (PA) e Canela (RS). O ex-prefeito foi um dos alvos da PF. 

O grupo liderado por Furlan, teria sido financiado com recursos da prefeitura de Macapá por 4 anos e desviou mais de R$ 25 milhões dos cofres públicos. Entre os investigados estão políticos, influenciadores, jornalistas, ex-secretários municipais, uma agência de publicidade e seus sócios. 

Para a PF, o esquema era financiado por um contrato de publicidade que teria o objetivo de fazer propaganda institucional da Prefeitura de Macapá, mas que houve desvio de finalidade com campanhas difamatórias contra adversários do ex-prefeito e promoção pessoal totalmente desproporcional ao cargo.

COMPARTILHE!

Comentários:

Notícias Relacionadas

error: Conteúdo protegido!!