Justiça libera mais dois carros apreendidos na Operação Trono de Ferro para uso da PF no Amapá

Veículos foram apreendidos durante investigação sobre exploração ilegal de cassiterita e lavagem de dinheiro

Imagem ilustrativa

A Justiça Federal autorizou a utilização provisória pela Polícia Federal no Amapá de dois veículos apreendidos durante a Operação Trono de Ferro, investigação que apura a exploração ilegal de cassiterita, lavagem de dinheiro e crimes ambientais. 

A decisão, assinada pelo juiz federal Jucelio Fleury Neto, da 4ª Vara Federal do Amapá, liberou o uso de um VW Virtus, anos 2025, vinculado ao investigado Dingo Ferreira de Souza, e de um Toyota Corolla, ano 2021, vinculado aos investigados Domingos Gomes Ribeiro e Clícia da Silva Duarte.

Risco de desvalorização

Segundo a decisão, a Polícia Federal justificou que os carros podem ser empregados em atividades operacionais e de inteligência, principalmente em ações de combate a crimes ambientais e ao garimpo ilegal.

O juiz considerou que manter os veículos parados em pátios abertos poderia acelerar a deterioração por causa do sol, da chuva e da alta umidade da região. Acrescentou que a utilização pela PF também permite preservar o valor dos bens enquanto o processo não chega a uma definição definitiva sobre o destino dos automóveis.

Conservação dos carros

A Polícia Federal foi nomeada fiel depositária dos dois carros e deverá cumprir uma série de regras. Entre elas estão a realização de vistoria técnica, manutenção preventiva, guarda em locais cobertos e seguros e envio à Justiça, a cada 90 dias, de informações sobre o estado de conservação dos veículos.

A decisão também determina que os carros não sejam utilizados em operações de alto risco que possam causar danos graves aos automóveis.

Outros veículos entregues à PF

No mês passado, o juiz Jucélio Fleury já tinha liberado o uso de outros quatro veículos apreendidos na mesma operação. A PF foi autorizada a utilizar provisoriamente: 

  • Toyota Corolla Cross XRX Hybrid;
  • Toyota Hilux CD SRV;
  • Toyota Hilux CD SRX;
  • Chevrolet S10 LTZ.

A justificativa foi a mesma: a Polícia Federal demonstrou capacidade técnica e orçamentária para realizar a manutenção preventiva, evitando a deterioração provocada pelo longo período de permanência em depósitos públicos. 

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