Demitido pelo CNMP, promotor pede para assumir associação do MP do Amapá

Promotor foi demitido pelo CNMP após ser acusado de participar de esquema de compra de votos para beneficiar campanha do irmão

Furlan foi demitido  após ser acusado de participar de um esquema de compra de votos para beneficiar a campanha de seu irmão

Demitido pelo Conselho Nacional do Ministério Público, o promotor de Justiça João Paulo de Oliveira Furlan pediu para reassumir, na segunda-feira (17/8), o comando da Associação do Ministério Público do Estado do Amapá (AMPAP), cargo que ocupava antes de seu afastamento.

Furlan foi demitido  após ser acusado de participar de um esquema de compra de votos para beneficiar a campanha de seu irmão, Antônio Furlan (MDB), à Prefeitura de Macapá (AP), nas eleições de 2020.

Na segunda-feira (17/8), ele pediu para ser reconduzido ao cargo que ocupava antes do afastamento. Em documento encaminhado ao Conselho Deliberativo e Fiscal da entidade, comunicou formalmente o retorno à presidência da associação.

O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) concluiu que Furlan praticou condutas incompatíveis com o exercício do cargo de promotor de Justiça. Ele era investigado por suposta participação em um esquema de compra de votos para favorecer a candidatura do irmão nas eleições municipais de 2020.

Furlan é irmão do ex-prefeito de Macapá e pré-candidato ao governo do Amapá, Antônio Furlan.

Em março, Antônio Furlan, canijdato ao governo do Amap´, foi afastado do comando da Prefeitura de Macapá por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, da Polícia Federal (PF), que apura suspeitas de desvio de emendas parlamentares federais destinadas à capital do Amapá. Logo após o afastamento renunciou ao cargo.

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