
A agência reguladora do setor de petróleo (ANP) condicionou a retomada da atividade de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, pela Petrobras, à prestação de esclarecimentos sobre o que causou o vazamento de fluido sintético nas águas da região, segundo informações divulgadas pela Reuters.
A decisão da ANP, assinada na quarta-feira (7), afirma que a Petrobras precisa apresentar uma avaliação inicial das causas do evento e de seus potenciais impactos e ações mitigadoras antes de retomar as operações, em águas profundas do Amapá.
A Petrobras avaliava que a campanha exploratória no campo de Morpho poderia ser retomada em até 20 dias, conforme fontes próximas da empresa, antes da reunião com a ANP.
A perda de fluido foi identificada no último domingo em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. O problema paralisou as atividades.

A Petrobras já havia informado anteriormente que o vazamento foi contido e que o fluido é biodegradável, não oferecendo risco ao meio ambiente ou às pessoas, segundo a empresa.
A ANP informou que estabelecerá condicionantes para que a Petrobras retome a perfuração somente após constatadas as causas imediatas do incidente, bem como tomadas as devidas ações para sua mitigação.
A reguladora também afirmou que foi comunicada do fato pela Petrobras dentro de prazo estabelecido em normas, que neste caso seria de até quatro horas. Mencionou ainda que a petroleira informou sobre uma falha na conexão do riser. “A Petrobras informou que isolou as linhas que ocasionaram o vazamento de fluido de perfuração e está recolhendo o riser para corrigir a falha”, disse a agência.
A Petrobras passou anos tentando obter licença para perfurar na região, tida como a de maior potencial para abrir uma nova fronteira exploratória, pois compartilha a mesma geologia com a vizinha Guiana, onde a ExxonMobil está desenvolvendo grandes campos de petróleo.
A ANP planeja também inspecionar a sonda de perfuração em fevereiro, segundo uma fonte próxima ao assunto, acrescentando que a perfuração pode ser retomada antes disso. Ao iniciar a perfuração em outubro, a Petrobras estimou que as atividades deveriam durar por cerca de cinco meses.








