Petrobrás deve concluir perfuração na Margem Equatorial e atingir 7 mil metros de profundidade somente em abril

Caso seja constatada a presença de óleo, isso indicará que os modelos utilizados pela companhia estão corretos

Depois de ser autorizada a retomar a perfuração no poço de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá, a Petrobrás acredita que precisará de um mês a mais do que o previsto inicialmente para concluir a atividade. Segundo a diretora de Exploração e Produção da companhia, Sylvia dos Anjos, a sonda ODN-II, utilizada na perfuração, deve alcançar os 7 mil metros em abril — a previsão inicial era atingir essa profundidade entre fevereiro e março.

A declaração foi dada pela executiva em entrevista ao jornal O Globo. De acordo com a diretora, ao atingir os 7 mil metros, caso seja constatada a presença de óleo, isso indicará que os modelos utilizados pela companhia estão corretos. Caso contrário, a petroleira pretende revisá-los e ajustá-los. Sylvia afirmou que a Petrobrás tem mapeados cinco plays (áreas potenciais) no bloco.

A diretora também fez ressalvas ao movimento contrário ao aumento da produção de petróleo no Brasil. Para ela, se o país deixar de produzir o insumo, precisará voltar a importá-lo. Ela reconheceu que o licenciamento ambiental no Brasil continua sendo “o maior desafio” e destacou que o petróleo é o principal produto da pauta de exportações. “Qual país do mundo cria leis contra sua própria força? Eu não conheço”, afirmou.

Ainda ao Globo, Sylvia disse que a Petrobrás pode avaliar oportunidades na Venezuela, mas reconheceu que há um risco elevado em investir no país, apesar de seu potencial petrolífero. A executiva acrescentou que a companhia busca oportunidades na África, citando Gana, Costa do Marfim e Namíbia, onde a empresa assinou recentemente um acordo para adquirir uma licença de exploração.

(Petronotícias.com.br)

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