De acordo com as investigações, há indícios de existência de um esquema criminoso, envolvendo agentes públicos e empresários

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quarta-feira (4/3) o afastamento do prefeito de Macapá (AP), Antônio Furlan (foto em destaque), conhecido como Dr. Furlan (MDB), e do vice-prefeito do município, no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal.
A decisão cocorre durante a Operação Paroxismpo realizada pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (4/3), , com o objetivo de aprofundar as investigações que apuram um possível esquema de fraude à licitação no âmbito de contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.
A decisão foi tomada pelo STF porque a investigação envolve recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinadas à construção do Hospital Geral Municipal de Macapá.
Entre os servidores afastados estão o próprio prefeito, Dr Furlan (PSD), o vice-prefeito, Mario Neto (MDB), a secretária de saúde, Erica Aymoré e o presidente da comissão permanente de licitação da prefeitura.

Suspeita de fraude
Segundo a PF, o grupo teria atuado para manipular o processo licitatório e garantir vantagens indevidas em contratos milionários. Além disso, há suspeita de que parte dos recursos destinados à obra tenha sido desviada e posteriormente lavado por meio de movimentações financeiras irregulares.
De acordo com as investigações, há indícios de existência de um esquema criminoso, envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, ao desvio de recursos públicos e à lavagem de dinheiro no projeto de engenharia e de execução das obras do Hospital Geral Municipal da cidade.
Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá/AP, de Belém/PA e de Natal/RN, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, que determinou ainda o afastamento de servidores públicos dos seus cargos pelo período inicial de 60 dias.
Primeira fase da operação
A primeira fase da Operação Paroxismo foi deflagrada em setembro de 2025, quando a Polícia Federal cumpriu 13 mandados de busca e apreensão, sendo 11 em Macapá e dois em Belém.
O contrato investigado havia sido firmado em maio de 2024 pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá e tinha valor estimado em R$ 69,3 milhões.
Na ocasião, o prefeito Dr. Furlan já havia sido citado entre os alvos da investigação.
Durante as apurações, os investigadores identificaram indícios de um complexo esquema de lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal também apontou que o grupo utilizava entregas físicas de dinheiro e movimentações bancárias simuladas para disfarçar a origem dos recursos. Um dos investigados teria sacado cerca de R$ 9 milhões em espécie.
Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.








