Promotor afastado por investigação assume associação que representa a categoria

Mesmo afastado do cargo pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), o promotor João Paulo Furlan tomou posse na última sexta-feira (6) como presidente da associação que representa a categoria no Amapá

O promotor João Paulo Furlan foi eleito em novembro por unanimidade para a chefia da Associação do Ministério Público do Amapá

Em janeiro, ele foi suspenso por 60 dias pelo Conselho por ter sido citado em uma investigação sobre compra de votos com cestas básicas e gasolina para a campanha eleitoral de seu irmão, Dr. Furlan (PSD), que até a semana passada era prefeito de Macapá.

O ex-prefeito foi afastado pela Justiça na quarta-feira (4) por suspeita de comandar um esquema de fraudes em licitações na área da saúde. Ele depois renunciou ao cargo dizendo que será candidato ao governo estadual e disse que é alvo de perseguição política.

O promotor foi eleito em novembro por unanimidade para a chefia da Associação do Ministério Público do Amapá (Ampap) para o biênio 2026-2028.

Sua cerimônia de posse teve a presença do irmão ex-prefeito e da conselheira do CNMP, Ivana Cei.

João Paulo Furlan diz que as provas que o ligam ao suposto esquema de compra de voto são ilícitas e atribui o caso à perseguição.

Furlan também afirmou que a associação que ele vai presidir é uma entidade privada e que não há proibição no estatuto para que exerça o cargo mesmo estando afastado. Ele disse também que já pediu licença da carreira para presidir a entidade.

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