Outro Lado: Dr. Furlan (PSD) nega ser responsável por disseminação de notícias falsas

O ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD-AP) teria desviado mais de R$ 25 milhões para monitorar e atacar adversários nas redes, segundo investigação da Polícia Federal.
Segundo matéria assinada por Gabriela Echenique públicada nesta terça-feira (26/05) pelo jornal Folha de São Paulo, entre os alvos do prefeito, estariam o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, o presidente doSendo, Davi Alcolumbre (União-AP), e o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). O jornal não cita a fonte da informação e nem mais detalhes sobre o caso.
Grupo usava dinheiro público para promover o então prefeito e propagar desinformação contra seus rivais, diz investigação. Segundo a PF, a organização criminosa desviou valores destinados à comunicação pública da Prefeitura de Macapá para custear “influenciadores digitais, veículos e empresas de comunicação para a divulgação de ações de caráter político-eleitoral”. Crimes teriam ocorrido ao longo do mandato de Dr. Furlan, que foi de 2021 a março deste ano, quando ele renunciou.
Pré-candidato ao governo do Amapá, Furlan foi alvo de uma operação da PF nesta terça-feira (26) por suspeita de desviar recursos públicos para financiar uma rede de milícias digitais. Ele foi alvo de buscas.
Segundo os investigadores, o valor teria sido usado para pagar influenciadores e empresas de comunicação, divulgar ações, promover o ex-prefeito e atacar adversários.
A operação desta terça complica ainda mais a situação do ex-prefeito. Em março, Furlan foi afastado do cargo por suspeita de fraudes em licitações. Na época, renunciou ao cargo para evitar a cassação.
Quem o afastou do cargo foi Dino, relator do processo no Supremo que investiga desvio de emendas parlamentares. O ministro autorizou buscas contra o ex-prefeito, a primeira-dama e outros investigados.
No TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ele está sendo julgado por abuso de poder econômico e pode ficar inelegível.
Outro lado

Em nota a Folha, o ex-prefeito negou as acusações e repudiou toda e qualquer prática ligada à disseminação de notícias falsas ou ataques virtuais.
“Pautamos nossa trajetória pública no respeito às instituições democráticas, no debate limpo de ideias e no trabalho sério pela população. Práticas que atentam contra a verdade e a ética não refletem os nossos valores e nunca terão espaço em nossas ações”, disse.








