Mensagens obtidas pela PF revelam conversas entre membros da prefeitura e operadores de redes sociais

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF) demonstram como funciona o esquema montado na prefeitura de Macapá para atacar adversários e promover o ex-prefeito Dr. Furlan (PSD).
O caso motivou uma operação na terça-feira, batizada de Palanque Digital.
De acordo com as investigação, o grupo reunia tanto funcionários da secretaria municipal de Comunicação quanto quanto empresas que recebiam contratos de publicidade da administração.
O governador do Amapá, Clécio Luís, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, eram alvos frequentes da publicação. Os dois são do União Brasil e são adversários locais de Furlan, que pretende concorrer ao governo.
As postagens eram combinadas em grupos de WhatsApp. Em uma conversa de outubro do ano passado, por exemplo, foi discutido como vincular o governo estadual ao escândalo do Banco Master, já que a Amapá Previdência fez aportes no banco.
“Gente a Amprev não tem rombo. A informação é que ela fez investimento em banco que tem escândalos”, disse um deles.
“Mas aí que está a dúvida. A gente cria narrativa ou vai falar a verdade?”, questionou outro.

Em seguida, o primeiro dá a receita: “Tem que falar a verdade. E omitir o que é positivo. Dá para falar que o Amapá tá devendo um bilhão pra Amprev. Mas dizer que vão ficar sem receber é fake News porque tem muito superávit”.
Também foram produzidos vídeos com inteligência artificial, seguindo uma tendência nas redes que usa personagens como frutas e legumes, nos quais Clécio aparece como “Chuclécio” e Alcolumbre como “Abacavi”.
Para a PF, havia uma estrutura “voltada ao desvio da publicidade institucional custeada com recursos públicos para fins de promoção político-eleitoral, disseminação coordenada de conteúdos ofensivos e e desinformativos contra adversários políticos e fortalecimento da imagem pública do grupo político vinculado ao então Prefeito de Macapá”.








