Senado promete ser a disputa mais acirrada das eleições de 2026 no Amapá

Com duas vagas em jogo, cenário reúne líderes de pesquisas, ex-primeira-dama, senadores, deputados e até um ex-governador que avalia retornar à disputa eleitoral

A eleição para o Senado Federal em 2026 promete ser uma das mais disputadas da história recente do Amapá. Com duas vagas em disputa, o cenário reúne lideranças de diferentes espectros políticos, nomes tradicionais da política amapaense e pré-candidatos que tentam ampliar seu espaço no cenário estadual.

Levantamentos divulgados nos últimos meses apontam que o líder do governo Lula no Senado, Randolfe Rodrigues (PT), aparece entre os principais nomes da corrida eleitoral. Em busca da reeleição, o senador disputa a preferência do eleitorado com a ex-primeira-dama de Macapá, Rayssa Furlan (PSD), que figura entre os nomes mais lembrados nas pesquisas realizadas até o momento.

A disputa, entretanto, está longe de ser definida. A presença de diversos pré-candidatos com forte capital político pode tornar a eleição uma das mais imprevisíveis dos últimos anos.

Randolfe busca quarto mandato

Senador desde 2011, Randolfe Rodrigues tentará permanecer no cargo por mais oito anos. Atualmente exercendo a função de líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional, o parlamentar aposta no protagonismo que conquistou em Brasília para manter sua posição entre os principais nomes da política amapaense.

Ao longo dos últimos anos, Randolfe acumulou influência no cenário nacional, participando de comissões parlamentares de grande repercussão e ocupando espaços estratégicos no Senado.

Rayssa Furlan tenta voltar à disputa

Outro nome que desponta na corrida eleitoral é o da ex-primeira-dama de Macapá, Rayssa Furlan (PSD).

Esta será a segunda tentativa de Rayssa de conquistar uma vaga no Senado. Em 2022, ela disputou o cargo, mas acabou derrotada pelo atual presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil).

Rayssa tenta transformar sua popularidade em votos para alcançar uma cadeira no Congresso Nacional.

Lucas Barreto tenta a reeleição

Quem também está na disputa é o senador Lucas Barreto (PSD), que buscará renovar o mandato conquistado em 2018.

Apesar da vantagem natural de ocupar o cargo, pesquisas divulgadas até agora mostram Lucas aparecendo atrás de Randolfe e Rayssa nas intenções de voto.

Aliado político do ex-prefeito Antônio Furlan, Barreto aposta na atuação parlamentar para tentar reverter o cenário eleitoral.

Acácio Favacho busca voo mais alto

Presidente estadual do MDB e atualmente em seu segundo mandato como deputado federal, Acácio Favacho também pretende disputar uma vaga no Senado.

Com atuação consolidada na Câmara dos Deputados, Favacho tenta ampliar seu espaço político e posicionar o MDB como protagonista nas eleições estaduais de 2026.

A candidatura é vista por aliados como um passo natural na trajetória do parlamentar, que vem ampliando sua influência política no estado.

Teles Júnior entrou na corrida após desistência de Waldez

O vice-governador Teles Júnior (PDT) surge como uma das novidades da disputa.

Seu nome foi oficialmente indicado pelo PDT após a decisão do ex-governador e atual ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, de permanecer no governo federal e desistir de disputar o Senado.

A candidatura de Teles tem o apoio do grupo político liderado por Waldez.

Alliny Serrão confirma pré-candidatura

A presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, Alliny Serrão (União Brasil), confirmou recentemente sua pré-candidatura ao Senado.

Ex-vereadora de Laranjal do Jari, Alliny pertence a uma das famílias politicamente mais influentes da região sul do estado e vem consolidando sua projeção estadual desde que assumiu a presidência da Alap.

Sua entrada na disputa fortalece o campo político ligado ao União Brasil e amplia ainda mais a concorrência pelas duas vagas disponíveis.

Capiberibe pode retornar ao Senado

O cenário eleitoral pode ganhar um ingrediente adicional caso o ex-governador e ex-senador João Alberto Capiberibe (PSB) confirme sua candidatura.

Em maio deste ano, Capiberibe anunciou que tomaria uma decisão definitiva sobre sua participação na disputa durante o mês de julho.

Caso confirme o retorno às urnas, o ex-governador poderá acrescentar à disputa uma das trajetórias políticas mais conhecidas do estado, reunindo experiência administrativa e forte identificação com parte do eleitorado amapaense.

Eleição aberta

Com pelo menos sete nomes colocados no debate público e duas vagas em disputa, a eleição para o Senado tende a concentrar grande parte das atenções do processo eleitoral de 2026.

Diferentemente da disputa pelo governo estadual, que costuma caminhar para uma polarização entre poucos grupos, a corrida senatorial apresenta um quadro fragmentado, no qual diferentes forças políticas buscam ocupar espaço.

Nos próximos meses, alianças partidárias, decisões sobre candidaturas majoritárias e o desempenho dos pré-candidatos nas pesquisas deverão influenciar diretamente a configuração final de uma disputa que promete movimentar intensamente o cenário político amapaense.

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