Pesquisa clínica acompanhará pacientes por 14 semanas e busca desenvolver novas alternativas terapêuticas para tratar feridas causadas pela doença

O Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá (HU-Unifap) iniciou o recrutamento de participantes para o estudo clínico Nanoplant Trial, pesquisa que vai avaliar a eficácia e a segurança de formulações nanotecnológicas desenvolvidas a partir de plantas medicinais no tratamento de feridas relacionadas ao diabetes.
A iniciativa busca ampliar as alternativas terapêuticas para pacientes que enfrentam complicações decorrentes da doença, especialmente os casos de pé diabético.

Podem participar pessoas com diagnóstico de diabetes, maiores de 18 anos, que apresentem feridas nos pés relacionadas à doença e atendam aos critérios de elegibilidade estabelecidos pelo protocolo da pesquisa. Os voluntários passarão por avaliações clínicas periódicas, exames específicos, registro fotográfico padronizado das lesões e acompanhamento multiprofissional durante 14 semanas.
De acordo com a coordenadora do estudo, Samya Dias, a pesquisa representa um importante avanço na busca por novas estratégias de tratamento para um dos principais desafios enfrentados pelos pacientes diabéticos.
Segundo a pesquisadora, estudos nessa área são fundamentais devido aos riscos associados ao pé diabético, condição que figura entre as principais causas de amputações não traumáticas. A expectativa é que a pesquisa contribua para a prevenção de complicações graves, melhore a resposta aos tratamentos e ajude a reduzir o tempo de internação e os custos assistenciais.
O recrutamento dos participantes teve início junto com a abertura do novo Ambulatório de Feridas do HU-Unifap, que começou a funcionar no último dia 8 de junho. O espaço oferece atendimento especializado para pessoas com lesões de difícil cicatrização e atua como suporte assistencial às atividades de pesquisa desenvolvidas pela instituição.
O ambulatório funciona de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h, e conta com uma equipe multiprofissional formada por médicos das áreas de cirurgia vascular, endocrinologia, cardiologia e clínica médica, além de enfermeiros especializados, técnicos de enfermagem, nutricionistas e apoio psicológico, quando necessário.
Entre os serviços oferecidos estão avaliação clínica das feridas, curativos especializados com nanotecnologia, desbridamento de tecidos, coleta de exames, tratamento de pé diabético, orientações para autocuidado e acompanhamento ambulatorial contínuo.
Além de beneficiar diretamente os pacientes, a iniciativa fortalece a produção científica e a inovação em saúde no Amapá, integrando assistência, pesquisa e desenvolvimento tecnológico em uma única ação voltada à melhoria da qualidade de vida das pessoas com diabetes.








