Prisão de Ellen Lorraine ganhou repercussão na região metropolitana de Goiânia. Investigações apontam que ela é suspeita de integrar grupo que criava sites falsos da concessionária de energia do Amapá

Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, foi presa no dia 2 de julho e solta na última sexta-feira (24). Desde a deflagração da operação Operação Boleto Fantasma, a família da jovem defendeu a inocência dela e garante que a moça foi presa por engano.
Em nota ao g1 Goiás, a Polícia Civil do Amapá negou que houve erro na identificação de Ellen Lorraine, jovem formada em direito que foi presa em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, suspeita de integrar um grupo criminoso que aplicava golpes por meio de sites falsos da concessionária de energia do Amapá.
As vítimas acreditavam estar pagando faturas de forma correta, mas os valores eram desviados para contas bancárias e empresas ligadas à quadrilha. Segundo as investigações, Ellen Lorraine seria a responsável por criar anúncios falsos na internet para atrair clientes da Equatorial.
Segundo a PC, “a prisão foi cumprida contra a pessoa corretamente identificada no procedimento investigativo, não havendo confusão de identidade ou equívoco no cumprimento da ordem judicial”
A defesa de Ellen Lorraine reiterou que houve sim erro na identificação da verdadeira culpada . “Uma vez que o telefone de quem se comunica nos grupos com os demais criminosos não foi investigado nem houve qualificação da referida pessoa nos autos. Sobretudo porque o referido telefone não é da Ellen Lorraine nem está em seu nome a linha”.

Ellen Lorraine estava presa desde o dia 2 de julho na Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia e foi solta na última sexta-feira (24). A decisão foi expedida pela juíza Cristiane Moreira Lopes Rodrigues, que atendeu o pedido da defesa mediante a certidão de autenticidade.
Investigação
O delegado Breno da Costa informou que as investigações da Operação Boleto Fantasma começaram em 2025. Segundo o investigador, o grupo criava sites falsos para desvio de pagamentos de contas de energia.
A polícia ainda informou que foram expedidos mandados de prisão e de busca e apreensão, ambos fundamentados em investigação formal, representação da Autoridade Policial, além de manifestação do Ministério Público e decisão do Poder Judiciário.
Entre os itens apreendidos no dia da operação, estão um Porsche, duas BMWs, dois caminhões, além de outros automóveis e uma motoaquática. Também foram recolhidos equipamentos eletrônicos avaliados em mais de R$ 200 mil, como iPhones, MacBooks e computadores gamers. O grupo movimentava R$ 8 milhões por ano, segundo a investigação.
A operação ainda encontrou joias, ouro, prata e um relógio Rolex avaliado em R$ 125 mil, que juntos somaram mais de R$ 311 mil em apreensão física direta. Somente em dinheiro vivo, foram retirados R$ 26 mil das mãos dos criminosos.
Família nega
Em entrevista à TV Anhanguera, o pai de Ellen, João Vilmar, contou que a filha está pagando por um crime que não cometeu. Já a mãe da jovem, Iris Alves, ressaltou que a filha cresceu em um lar cristão.
“É uma menina de bem, foi criada com princípios e está em um presídio pagando por algo que não cometeu. Pegaram o nome da minha filha, arrumaram um nome e jogaram para cima dela”, disse a mãe.
Nota da Polícia Civil do Amapá
A Polícia Civil do Estado do Amapá informa que é falsa a informação de que ELLEN LORRAINE TRINDADE MATEUS teria sido presa por troca de nomes ou erro de identificação.
A prisão foi cumprida contra a pessoa corretamente identificada no procedimento investigativo, não havendo confusão de identidade ou equívoco no cumprimento da ordem judicial.
No caso mencionado, foram expedidos mandado judicial de prisão e mandado judicial de busca e apreensão, ambos fundamentados em investigação formal, individualização da pessoa investigada, representação da Autoridade Policial, manifestação do Ministério Público e decisão do Poder Judiciário.
A Polícia Civil esclarece que medidas cautelares dessa natureza não são adotadas com base em informação superficial, mas a partir de elementos submetidos à análise dos órgãos responsáveis pela persecução penal e ao controle judicial.
A divulgação de informação falsa sobre suposta prisão indevida desinforma a sociedade e compromete indevidamente a credibilidade das instituições públicas envolvidas na investigação.
Por fim, a Polícia Civil do Amapá reafirma que não houve troca de nomes, erro de identificação ou prisão indevida no caso mencionado, ressaltando que eventuais questionamentos devem ser apresentados nos autos, perante as autoridades competentes.








