PSB e MDB apostam em candidaturas independentes para conquistar uma das duas vagas

A disputa pelas duas cadeiras do Amapá no Senado Federal ganhou contornos bem definidos após a realização das convenções partidárias. Dos seis candidatos que estarão na corrida eleitoral, João Alberto Capiberibe (PSB) e Acácio Favacho (MDB) são os únicos que disputam o pleito sem integrar qualquer coligação majoritária, apostando em campanhas independentes.
De um lado, a coligação liderada pelo governador Clécio Luís (União Brasil), candidato à reeleição, apresenta a chamada “dobradinha” formada pelo senador Randolfe Rodrigues (PT), que busca a renovação do mandato, e pela deputada estadual Alinny Serrão (União Brasil).
No campo da oposição, a aliança encabeçada pelo ex-prefeito de Macapá Antônio Furlan (PSD) lançou como candidatos ao Senado a ex-primeira-dama de Macapá Rayssa Furlan (PL) e o senador Lucas Barreto (PSD), que tenta renovar seu mandato.
Candidaturas independentes

Fora dessas duas alianças, João Capiberibe e Acácio Favacho apostam em um discurso de independência política para conquistar espaço no eleitorado.
Na última segunda-feira (27), o MDB nacional homologou, durante convenção realizada de forma on-line, a candidatura de Acácio Favacho ao Senado. A decisão confirmou o deputado federal como representante da legenda na disputa pelas duas vagas destinadas ao Amapá.
Já João Capiberibe terá sua candidatura oficializada no próximo domingo (2), durante a convenção estadual do PSB, quando o partido confirmará oficialmente seu retorno às disputas eleitorais após um período afastado da vida pública.
Seis candidatos para duas vagas
Com as convenções praticamente concluídas, a eleição para o Senado no Amapá contará com seis candidatos disputando as duas cadeiras atualmente ocupadas por Randolfe Rodrigues e Lucas Barreto.
O cenário reúne duas chapas apoiadas pelos principais candidatos ao Governo do Estado e duas candidaturas independentes, o que pode tornar a disputa uma das mais equilibradas dos últimos anos.
Enquanto as coligações de Clécio Luís e Antônio Furlan trabalham para potencializar o chamado “voto casado” entre seus candidatos ao governo e ao Senado, Capiberibe e Acácio Favacho tentam conquistar o eleitorado que busca uma alternativa fora dos dois blocos políticos que polarizam a sucessão estadual.
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