Criminosos da facção Família Terror do Amapá cumprem pena em território francês por assassinatos, roubos à mão armada, extorsão e tráfico de drogas

A fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa tornou-se uma das rotas utilizadas por organizações criminosas para expandir suas atividades além do Brasil. Criminosos atravessam o rio Oiapoque para se esconder da Justiça e disputar novos territórios.
Eles aproveitam a intensa circulação de pessoas entre Oiapoque e Saint-Georges, para cruzar a fronteira e escapar das investigações, e controlar atividades ilícitas em diferentes regiões.
Nos últimos anos, operações policiais e decisões judiciais na Guiana Francesa têm revelado a atuação de membros de grupos originários do Norte do Brasil, inclusive do Amapá, demonstrando que a expansão das facções passou a representar um desafio de segurança pública que ultrapassa as fronteiras nacionais.
FTA além da fronteira
Somente no mês de julho foram duas condenações de brasileiros membros de facções. Em um dos julgamentos, dois criminosos apontados como líderes da Família Terror do Amapá (FTA), conhecidos como “Izi” e “Cabeludo”, foram condenados pelo Tribunal Judicial de Caiena a 10 anos de prisão.
A procuradora da República em Caiena, Aline Clérot, disse à Radio Télé PEYI Guyane que esses grupos criminosos, começaram a se instalar na Guiana Francesa entre 2017 e 2018, e possuem uma estrutura altamente organizada.
Fuga para o país vizinho
Em outro julgamento, um brasileiro apontado como membro do Comando Vermelho (CV), foi condenado a quatro anos de prisão, em julgamento realizado em Kourou, também na Guiana Francesa.
Condenado por homicídio e tráfico de drogas no Brasil, o criminoso estava na lista de procurados da Interpol, e foi preso depois de se envolver em um tiroteio na cidade de Kourou. Julgado em regime de urgência (comparution immédiate), o homem foi encaminhado ao sistema penitenciário.
Em maio de 2025, oito integrantes da FTA, incluindo Leandro Pereira da Silva, apontado como líder da facção na Guiana Francesa, já haviam sido condenados.








