Operação contra furto de gado apreende R$ 105 mil, armas e picape em Macapá

Ação investiga esquema que envolve lavagem de dinheiro e falsificação de documentos; cinco pessoas foram alvos de mandados


A Polícia Civil do Amapá deflagrou, nesta quinta-feira (21), a Operação “A Última Porteira”, para investigar um possível esquema envolvendo furto de gado (abigeato), lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e outras práticas criminosas em Macapá.

Coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia, a operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão em diferentes endereços da capital. Cinco investigados foram alvos das medidas, incluindo pessoas ligadas a residências e estabelecimentos comerciais do ramo de açougues.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidas três armas de fogo, diversas munições, um drone, aparelhos celulares e aproximadamente R$ 105 mil em espécie. Também foi apreendido um veículo Ram Dakota, avaliado em aproximadamente R$ 400 mil, além de documentos e outros materiais que poderão auxiliar na análise e no aprofundamento das investigações.

A operação contou com a participação integrada da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), Grupo Tático Aéreo (GTA), Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), Núcleo de Operações de Inteligência (NOI) e equipes da Polícia Civil.

Carne de origem irregular

Segundo a Polícia Civil, as investigações também buscam esclarecer se animais furtados estariam sendo destinados à comercialização irregular de carne em açougues da capital.

A suspeita é tratada com atenção pelas autoridades não apenas pelo prejuízo causado aos produtores rurais, mas também pelos possíveis riscos à saúde pública, caso produtos de origem animal sejam comercializados sem procedência comprovada e fora das exigências sanitárias.

Todo o material apreendido será submetido a perícias e análises. A partir dos elementos encontrados, os investigadores devem aprofundar a apuração para identificar a dinâmica dos crimes, o eventual envolvimento dos alvos e a possível participação de outras pessoas.

A operação reforça a atuação integrada das forças de segurança no combate a crimes que atingem o patrimônio rural e podem alcançar a cadeia de comercialização de produtos de origem animal no Amapá.

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