Golpe pelo WhatsApp usava falso major da PM para extorquir vítimas no Amapá

Justiça determina prisão preventiva de dois investigados e bloqueia contas suspeitas de receber dinheiro das extorsões

A Justiça do Amapá recebeu denúncia contra três pessoas investigadas por um esquema de extorsão praticado por meio de redes sociais e WhatsApp. Segundo a investigação, o grupo criava perfis falsos e abordava as vítimas com ameaças, usando inclusive a identidade de uma autoridade policial para dar credibilidade ao golpe.

De acordo com a decisão da Vara Única de Tartarugalzinho, o principal argumento usado para pressionar as vítimas era a existência de supostas acusações de crimes sexuais contra elas ou familiares.

Um dos envolvidos se apresentava como Major da PM e afirmava que poderia encerrar o suposto procedimento policial caso a vítima fizesse um pagamento imediato.

O esquema funcionava à distância. Após o contato pelas redes sociais e pelo WhatsApp, as vítimas eram submetidas a forte pressão psicológica e ameaçadas para realizar transferências via PIX. 

O dinheiro era enviado para contas bancárias de diferentes integrantes e, posteriormente, repassado entre eles, segundo a investigação.

Como o dinheiro circulava

A decisão aponta que a conta de Luciléia Lobato Marques recebeu R$ 3.400 de uma das vítimas e R$ 600 de outra. A investigação também aponta que Marcos Frazão Sarmento Brito teria recebido R$ 2.100 e atuava na logística financeira do grupo.

A Justiça considerou que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas, uso de perfis falsos, telefones, contas bancárias de diferentes pessoas e transferência rápida dos valores. Entre as vítimas, havia uma pessoa idosa.

Investigados tiveram prisão decretada

A juíza Mayra Julia Teixeira Brandão, da Vara Única de Tartarugalzinho, determinou a prisão preventiva de Lucileia Lobato e Marcos Frazão. A decisão considerou, entre outros pontos, a repetição do golpe, a existência de mais de uma vítima, a organização do grupo e o fato de que os crimes poderiam continuar sendo praticados remotamente por celulares, redes sociais e aplicativos de mensagens.

Bloqueio das contas

A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 6,1 mil, valor correspondente ao montante apontado na decisão como produto das extorsões. 

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