Imunização protege crianças ainda na gestação. Brasil ultrapassa à marca de 1 milhão de vacinadas, reduzindo o número de óbitos e internações em crianças com até 2 anos de idade

O Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas no SUS contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês. A vacina, ofertada de forma inédita pelo SUS, protege os recém-nascidos desde os primeiros dias de vida, fase em que o risco de complicações respiratórias é maior.
No Amapá, entre dezembro de 2025 e maio de 2026, já foram aplicadas 3.947 doses da vacina em gestantes, o que representa 74% de cobertura vacinal no estado.
O avanço da vacinação no país, já reflete nos indicadores de saúde infantil. De janeiro a abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos também registraram queda de 63% — de 72 para 27 mortes.
A vacina foi incluída na rede pública em 2025, após análise técnica e recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A medida representa um avanço significativo para a saúde pública, especialmente considerando que, na rede privada, a mesma vacina pode custar até R$ 1,5 mil.
Ao todo, 1,8 milhão de doses foram distribuídas para a proteção de gestantes a partir da 28ª semana de gestação. A estratégia está ativa em todo o país, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), e busca garantir proteção antes do período de maior circulação do vírus, que costuma atingir o pico entre os meses de abril e maio.
A vacina estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê ainda durante a gestação. Essa proteção é fundamental nos primeiros meses de vida, fase de maior vulnerabilidade às complicações respiratórias. Estudos clínicos demonstram eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento.








