Homem condenado a mais de 50 anos de prisão por triplo homicídio perde benefício e volta para o Iapen

Wellington Raad cumpria pena no Centro de Reintegração Social, da APAC, e voltou para o cadeião por suspeita de venda de materiais ilícitos dentro do presídio 

Um dos alvos da Operação Contágio do Ministério Público do Amapá (MP-AP), realizada em 8 de abril, foi Wellington Raad, condenado a mais de 50 anos de prisão pelo triplo homicídio de membros da mesma família: a mãe de 34 anos, o filho de 17 e a filha de 11. 

Apontado como um dos líderes de uma organização criminosa que levava drogas e celulares para vender dentro do Iapen, Wellington foi preso preventivamente no dia da operação do MP. 

Ele foi detido no Centro de Reintegração Social (CRS), no bairro Pacoval, administrado pela Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), onde cumpria pena desde outubro de 2024. Com a prisão, ele foi levado direto para o Iapen.   

Operação Contágio prendeu nove criminosos que atuavam com apoio de familiares

Na época da transferência para a APAC, o juiz da execução penal Diogo Sobral considerou que Wellington já tinha cumprido 37% da pena (16 anos, 11 meses e 07 dias), o que o inseriu em uma das hipóteses para o cumprimento da pena na Associação, fora do cadeião da Duca Serra. 

Depois da ação do MP, a transferência foi cassada. Em decisão do dia 13 de abril deste ano, o juiz Luís Guilherme Conversani, da 1ª Vara de Execução Penal de Macapá, revogou a transferência de Wellington. 

O magistrado declarou que o método da Associação de Assistência aos Condenados é incompatível com o envolvimento do preso em crimes, ato que poderá caracterizar falta grave. 

A entidade APAC é uma Organização Não-Governamental (ONG) que, baseada em princípios espirituais e de valorização humana, trabalha na ressocialização dos presos do Iapen, utilizando como método, o acolhimento, a participação em atividades cotidianas como limpeza do prédio, capina, preparo de refeições, cultivo de plantas, além de uma rotina que inclui orações, preparação para o mercado de trabalho e retorno ao convívio social. 

“Constitui forma diferenciada de cumprimento da reprimenda, fundada em método específico de ressocialização, que exige do recuperando adesão voluntária, disciplina rigorosa e comprometimento efetivo com os valores institucionais do programa”, diz a decisão que determinou o retorno de Wellington ao Iapen.

Relembre o crime

Em 2012, Wellington Raad Costa, foi condenado a 57 anos de prisão pelo assassinato de Caroline Passos, de 34 anos, professora universitária e assessora jurídica do Ministério Público do Amapá, e seus filhos Marcelo, 17, e Vithória, de 11 anos. O crime aconteceu no dia 10 de maio de 2010. 

Wellington sempre negou que tenha cometido o crime. 

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