Raça e genética: Expofeira do Amapá premia os melhores animais

Bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e equinos foram avaliados por critérios técnicos; premiação reconheceu criadores e valorizou o melhoramento dos rebanhos

O trabalho de produtores rurais e a qualidade genética dos rebanhos foram colocados à prova durante o tradicional julgamento e premiação dos animais da Expofeira 2026, no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá. A avaliação reuniu cinco espécies em um mesmo circuito e reconheceu os exemplares que mais se destacaram dentro dos padrões de suas respectivas raças e categorias.

Bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e equinos passaram pela avaliação de uma comissão formada por técnicos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR) e instituições parceiras do setor primário. Entre os critérios analisados estiveram padrão racial, biotipo, conformação, aprumos e evolução genética.

A novidade desta edição foi justamente a participação das cinco espécies no mesmo circuito de julgamento. Machos e fêmeas foram avaliados de acordo com características específicas de cada raça.

Comissão técnica avaliou padrão racial

Segundo o presidente da comissão de julgamento, o zootecnista da SDR Saulo Rosário, a análise considera as particularidades de cada espécie e busca verificar se os animais estão dentro dos padrões estabelecidos.

Nos animais destinados à produção de carne, como bovinos e bubalinos, os avaliadores observam principalmente a estrutura corporal e a conformação, buscando exemplares com maior cobertura de carne. Também são analisados os aprumos, que correspondem ao posicionamento e à estrutura das patas, além da cabeça e da região frontal.

Ao final da avaliação, os animais receberam troféus de primeiro, segundo e terceiro lugares, conforme raça e categoria. Também foram escolhidos os grandes destaques de cada uma das cinco espécies participantes.

Reconhecimento aos produtores

Mais do que premiar os animais, o julgamento também funciona como uma vitrine para o trabalho desenvolvido pelos criadores. A classificação pode agregar valor aos exemplares e ampliar as possibilidades de comercialização, ao aproximar produtores de potenciais compradores durante a própria Expofeira.

Secretária de Desenvolvimento Rural, Beatriz Barros

A secretária de Estado do Desenvolvimento Rural, Beatriz Barros, destacou que a premiação reconhece os investimentos feitos pelos produtores e estimula a busca por melhoria genética na pecuária amapaense.

Segundo ela, o título conquistado na Expofeira acompanha o animal e pode contribuir para aumentar seu valor comercial, além de representar o reconhecimento do trabalho realizado no campo.

28 anos de tradição

Entre os criadores que comemoraram o resultado está a equipe do Haras Malcher, que levou quatro animais da raça Quarto de Milha para o julgamento. A participação na Expofeira, segundo a produtora Ana Malcher, faz parte de uma tradição familiar que já dura 28 anos.

Produtora Ana Malcher

O trabalho, porém, começa muito antes da chegada dos animais ao Parque de Exposições da Fazendinha. A preparação envolve cuidados durante todo o ano, desde o nascimento dos potros até os procedimentos necessários para a participação na feira.

Ana Malcher afirma que os animais são acompanhados diariamente no haras e que o resultado obtido na competição é consequência de uma rotina permanente de cuidados, preparação e investimento.

Para os criadores, a premiação representa o reconhecimento de um trabalho que envolve dedicação contínua e preparação dos animais para competições.

Com a participação de cinco espécies e a avaliação de diferentes raças e categorias, o julgamento da Expofeira 2026 reforça o papel do evento como ponto de encontro entre produtores, técnicos, instituições e mercado, além de dar visibilidade ao melhoramento genético e à qualidade da produção pecuária do Amapá.

Fotos: Sal Lima/ Secom GEA

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