Inquérito vai investigar suspeita de irregularidades em estágio oferecido a estudantes de medicina da Unifap

Universitários estariam enfrentando carga horária excessiva e condições de trabalho com riscos à saúde

O Ministério Público do Trabalho (MPT), instaurou o inquérito civil nº 000298.2025.08.001/0, assinado pela procuradora Thaissa Lauar Leite, para apurar suspeita de irregularidades no programa de estágio curricular do curso de medicina da Universidade Federal do Amapá (Unifap). 

As investigações tentam esclarecer a possível ocorrência de carga horária excessiva, superior ao limite legal e em condições que oferecem riscos à saúde

“O conteúdo das peças informativas existentes nos autos, noticiam a ocorrência de que os alunos do curso de medicina da Universidade Federal do Amapá estão supostamente exercendo, durante o Internato (estágio curricular do curso), carga horária excessiva, superior à definida em Lei, e em condições de trabalho insalubres”, diz trecho do inquérito. 

“O conteúdo das peças informativas existentes nos autos, noticiam a ocorrência de que os alunos do curso de medicina da Universidade Federal do Amapá estão supostamente exercendo, durante o Internato (estágio curricular do curso), carga horária excessiva, superior à definida em Lei, e em condições de trabalho insalubres”

A situação, de acordo com o MPT, estaria ocorrendo principalmente nos estágios de Cirurgia e Ginecologia e Obstetrícia. 

Na portaria que instaura o inquérito, a procuradora determinou:

a) relação de estagiários, residentes e internos, vinculados nos últimos 12 meses, com nome completo, cpf, endereço, telefone, cargo/função, setor de lotação, jornada de trabalho, instituição de ensino, data de admissão e eventual desligamento;

b) termos de compromisso de estagiários, residentes e internos, vinculados nos últimos 12 meses;

c) controles de jornada de estagiários, residentes e internos, a si vinculados nos últimos 3 meses.

As informações devem ser enviadas MPT dentro de 20 dias, a contar da data da notificação. 

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