Operação policial mira tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no Amapá

Ação integrada cumpre dezenas de mandados e tenta desarticular organização criminosa que movimentou mais de 20 milhões

Uma grande operação policial foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (27), em Macapá, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no Amapá.

Batizada de “Labirinto de Creta”, a ação reuniu forças de segurança como Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar e o Grupo Tático Aerotransportado (GTA). Ao todo, foram cumpridos 40 mandados de prisão preventiva e 49 mandados de busca e apreensão.

Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens móveis e imóveis dos investigados e o sequestro de até R$ 5 milhões por pessoa, evidenciando o alto volume financeiro envolvido no esquema criminoso.

Esquema milionário

De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 22 milhões provenientes do tráfico de drogas, utilizando uma estrutura sofisticada para ocultar a origem do dinheiro.

Entre as estratégias identificadas estão o uso de “laranjas”, criação de empresas de fachada e até movimentações em plataformas de apostas online, dificultando o rastreamento dos valores ilícitos.

As apurações também apontam que líderes da organização continuavam coordenando as atividades criminosas mesmo estando dentro do sistema prisional, mantendo o fluxo financeiro e operacional da rede.

Impacto

Segundo as autoridades, a operação representa um duro golpe contra o crime organizado no estado, tanto no combate ao tráfico quanto na interrupção do fluxo financeiro ilícito.

Origem do nome

O nome da operação faz referência ao Labirinto de Creta, da mitologia grega, simbolizando a complexidade do esquema montado pelo grupo. Assim como o labirinto, a estrutura criminosa era composta por caminhos financeiros intrincados, criados para dificultar a identificação das atividades ilegais

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