No último dia 06/05, o desembargador Carmo Antônio de Souza negou o pedido de reconsideração apresentado pela defesa do ex-vereador

O ex-vereador, Genival Marreiros de Oliveira, preso suspeito de participação no roubo de uma carga de grude de peixe avaliada em aproximadamente R$ 1 milhão, no Amapá, é filiado ao PL e integrante do diretório estadual do partido no Amapá.
Genival integrava o diretório estadual do PL no Amapá como membro vogal do diretório provisório da legenda desde fevereiro de 2025, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o momento da publicação da reportagem, o partido não havia informado eventual afastamento do dirigente partidário nem se pronunciado oficialmente sobre o caso.
No último dia 06/05, o desembargador Carmo Antônio de Souza negou o pedido de reconsideração apresentado pela defesa do ex-vereador. A decisão mantém a prisão preventiva do ex-parlamentar, apontado pela investigação como peça central na logística do crime, classificado como pirataria fluvial. Recentemente Genival ocupava o cargo de secretário de agricultura do município de Santana e foi exonerado no dia da prisão
Carga roubada foi localizada em área de mata
As investigações apontam que o crime ocorreu no dia 22 de abril, quando uma embarcação carregada com grude de peixe — produto considerado de alto valor comercial — foi interceptada na costa do Amapá.
Segundo a polícia, cerca de 50 sacas da carga foram roubadas pelo grupo criminoso. Parte do material foi recuperada logo após a abordagem policial, durante uma barreira montada na região.
Posteriormente, as investigações levaram à prisão de um quinto suspeito, que indicou aos policiais o local onde o restante da carga estava escondido. As sacas foram encontradas em uma residência e também em uma área de mata na região de Vila Velha do Cassiporé, no município de Oiapoque.
Prefeitura informou exoneração
Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Santana informou a exoneração de Genival do cargo que ocupava na administração municipal. Segundo nota divulgada pelo município, os fatos investigados não teriam relação com o exercício da função pública, sendo tratados como questão de natureza pessoal.
O ex-vereador já havia exercido funções públicas no estado e disputou vaga no Legislativo nas eleições de 2024.








