Investigado é apontado como operador logístico de uma organização criminosa que comercializava munições para integrantes do crime organizado

A Polícia Civil do Amapá deflagrou nesta segunda-feira (1º) a Operação Arsenal Invisível e prendeu, em Curitiba (PR), um homem apontado como líder e operador logístico de um esquema de comércio ilegal de munições que atuava com ramificações em Macapá.
A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com apoio logístico e operacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos, além da colaboração da Polícia Civil do Paraná.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão na capital paranaense. De acordo com as investigações, o suspeito continuava atuando no esquema criminoso mesmo residindo no Paraná, utilizando redes sociais para anunciar munições e coordenar a compra e distribuição do material para outros envolvidos.
As investigações apontam que o homem exercia papel estratégico na organização, sendo responsável pela logística de aquisição e repasse das munições, que posteriormente poderiam abastecer grupos criminosos.
A Operação Arsenal Invisível é um desdobramento de uma prisão em flagrante realizada pela Denarc em março deste ano, em Macapá. Na ocasião, foram presos um militar aposentado, uma funcionária de uma loja de artigos militares e outro suspeito de fornecer munições para integrantes do crime organizado.
Segundo a Polícia Civil, a prisão representa um avanço importante nas investigações e fortalece o trabalho de combate ao comércio clandestino de munições, considerado um dos principais mecanismos de abastecimento de organizações criminosas.
O preso será apresentado à Justiça do Paraná em audiência de custódia, onde serão definidos os próximos encaminhamentos judiciais do caso. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis integrantes da rede criminosa.








