Dona de restaurante afirma que dinheiro foi deixado no local e acredita que símbolos religiosos foram o alvo da ação criminosa
A Polícia Civil investiga uma invasão seguida de vandalismo ocorrida em um estabelecimento comercial no bairro do Reduto, em Belém. O caso foi registrado na última terça-feira (2) e tem como principal hipótese a prática de intolerância religiosa, segundo a proprietária do local.
Jennifer Ludmila Carvalho Dias, de 23 anos, relatou que encontrou o imóvel depredado ao chegar para trabalhar. Segundo ela, imagens religiosas, guias, fundamentos e outros objetos ligados à religião de matriz africana foram destruídos. Apesar da invasão, o dinheiro que estava guardado no estabelecimento não foi levado.
“Quando olhei pela janela, vi todas as imagens quebradas. Levaram meu baralho, minhas guias, meus fundamentos e destruíram minha mesa de leitura de cartas. O dinheiro permaneceu no local”, contou.
Suspeita de intolerância religiosa
Adepta do Tambor de Mina, Jennifer acredita que os invasores tiveram como objetivo atingir sua crença religiosa. Para ela, o fato de apenas os objetos ligados à religião terem sido destruídos reforça a suspeita.

A empreendedora informou ainda que, desde a inauguração do estabelecimento, em maio deste ano, vem percebendo um ambiente de hostilidade por causa da sua religião e uso das imagens no estabelecimento. Apesar disso, ela ressalta que não pretende acusar ninguém sem provas.
Polícia busca identificar responsáveis
Após a ocorrência, a Polícia Militar esteve no local e solicitou imagens de câmeras de segurança instaladas em imóveis vizinhos. A perícia também realizou levantamentos e registros fotográficos para auxiliar nas investigações.
De acordo com Jennifer, alguns moradores procuraram a proprietária após a repercussão do caso e afirmaram não ter presenciado a ação nem possuir qualquer envolvimento.
Abalo emocional
Jennifer afirmou que nunca havia enfrentado uma situação semelhante e relatou ter sofrido forte impacto emocional ao encontrar o espaço destruído. “Entrei em desespero quando vi tudo quebrado. Nunca imaginei passar por algo assim”, concluiu.








