Corpo da vítima foi encontrado carbonizado em uma área de mata dezessete dias depois do registro de desaparecimento

A juíza Lívia Simone Cardoso, da Vara do Tribunal do Júri de Macapá, recebeu denúncia contra o homem acusado de matar o funcionário público municipal de Santana Williamson Kleiton Magave Santos (foto), em agosto de 2024.
O réu Eurides Fernando Serrão teria atraído a vítima para a sua casa, onde cometeu o assassinato. Para dificultar as investigações, ele ateou fogo ao corpo da vítima e abandonou o cadáver em uma área de mata no km 40 da BR-210.
Na decisão que aceitou a denúncia do Ministério Público do Amapá (MP-AP), a juíza também decidiu manter a prisão preventiva do acusado pela extrema violência em que o crime foi praticado.
“Não houve alteração das circunstâncias capazes de lhe garantir a concessão de medidas cautelares liberatórias, tendo a atitude do denunciado colocado em risco a ordem pública”, declarou.
Um outro homem, Iranilson Soeiro da Silva, também virou réu na mesma ação penal acusado de ter participado do crime junto com Eurides. Os dois devem ser julgados por um júri popular.
O crime
Inicialmente o caso foi tratado como um desaparecimento. De acordo com a família, Williamson sumiu por volta das 20h do dia 15 de agosto de 2024. A família informou que ele saiu de casa, localizada no bairro Jardim Felicidade 1, dizendo que iria se ausentar por alguns instantes e depois voltaria.
A família chegou a fazer uma campanha nas redes sociais para tentar encontrar Williamson e o caso foi acompanhado pelo Núcleo de Investigações de Pessoas Desaparecidas.
Após dezessete dias de incerteza, os familiares receberam a notícia de que o corpo do desaparecido havia sido encontrado. De acordo com o inquérito da Polícia Civil, o próprio assassino admitiu o envolvimento no crime e indicou o local onde o cadáver estava escondido. Exames periciais confirmaram que se tratava de morte violenta, seguida da carbonização do corpo.
Os investigadores encontraram fotos da motocicleta de Williamson no celular de Eurides, onde o veículo aparecia sendo pintado, o que reforçou o vínculo direto entre ele e os bens da vítima após o crime.
Na época, o acusado usava identidade falsa e era foragido a justiça do Pará. Ele tinha mandados de prisão em aberto e respondia a quatro processos criminais por homicídio qualificado, estupro e roubo.








