Por decisão unânime, Conselho Nacional do Ministério Público concluiu que João Paulo de Oliveira Furlan praticou condutas incompatíveis com o cargo ao favorecer a campanha do irmão nas eleições de 2020

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu, por unanimidade, demitir o promotor de Justiça João Paulo de Oliveira Furlan, integrante do Ministério Público do Amapá (MP-AP). A decisão foi tomada nesta quinta-feira (6), durante o julgamento de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apurou a participação do membro do MP em um suposto esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2020.
De acordo com a decisão, aprovada por 11 votos a 0, João Furlan praticou condutas consideradas incompatíveis com o exercício do cargo de promotor de Justiça.
Segundo a apuração, o esquema teria como objetivo beneficiar a campanha de seu irmão, Antônio Furlan (MDB), então candidato à Prefeitura de Macapá.
O processo administrativo analisado pelo CNMP concluiu pela responsabilização disciplinar do promotor, resultando na aplicação da pena máxima prevista na esfera administrativa: a demissão.








