Amapá Minerals produzirá mais ouro após abrir capital

Empresa brasileira levanta cerca de US$ 100 milhões e aposta em sondagens para aumentar reservas e volume extraído

A Amapá Minerals pretende investir em três grandes frentes para ampliar a produção de ouro e estender a vida útil da mina que opera em Pedra Branca do Amapari, a 200 quilômetros de Macapá. O presidente da empresa, Ivan Truzzi, afirma que a companhia vai alocar recursos na exploração de jazidas subterrâneas, nas sondagens em áreas adjacentes à atual e na modernização da planta de beneficiamento. O objetivo é encontrar reservas que garantam o aumento da produção para além das 100 mil onças por ano, patamar que a mineradora espera alcançar, com os atuais ativos, em 2027.

Os recursos para colocar em pé os planos de expansão virão da abertura de capital na Bolsa de Valores de Toronto (TSX), concluída no fim de julho e que levantou 140 milhões de dólares canadenses, equivalentes a cerca de US$ 100 milhões. A empresa produziu, desde maio, entre 1,5 mil e 2 mil onças de ouro e planeja encerrar o ano com volume extraído entre 26 mil e 27 mil onças, o que significa até 839 quilos do metal. Para 2027, a meta é superar o patamar de produção de 100 mil onças. Uma onça-troy equivale a 31,1 gramas.

Truzzi ressalta que a abertura de capital na TSX foi por meio de uma oferta primária, ou seja, todo o capital levantado foi destinado para o caixa da companhia.

O executivo afirma que hoje toda a produção vem da mina a céu aberto. A prospecção de recursos subterrâneos, afirma ele, pode aumentar o volume de produção por meio de jazidas com maior teor de ouro, como também garantiria a extensão da vida útil da mina, atualmente estimada em dez anos.

Um segundo foco está na exploração geológica em áreas próximas à operação da companhia. Do total levantado no IPO, US$ 15 milhões serão destinados à geologia, com sondagens que somam as regiões adjacentes à mina e o levantamento do potencial da exploração subterrânea.

O terceiro objetivo de investimento é o aprimoramento da planta de beneficiamento existente. A unidade em operação é suficiente, afirma o executivo, para suportar um eventual aumento do volume produzido.

“Nossa planta de beneficiamento é uma das cinco maiores do país”, afirma Truzzi.

A Amapá Minerals operou entre 2005 e 2022, mas fechou a mina e chegou a entrar em recuperação judicial. Comprada pela Starboard há 15 meses, se transformou, com a abertura de capital na TSX, em uma corporação sem grupo de controle, embora a gestora brasileira tenha se mantido como a principal acionista. Truzzi destaca que a mina operada pela empresa produziu quase 1,6 milhão de onças antes da recuperação judicial. Segundo ele, a mina é uma das mais prolíficas na produção de ouro no país.

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