Em vídeo deputado Jory Oeiras nega gravações e diz ter acionado a polícia após divulgação de áudio

O material teria sido produzido por uma pessoa ainda não identificada e distribuído apenas a veículos de comunicação considerados aliados do prefeito de Macapá

O deputado estadual Jory Oeiras divulgou, nesta quarta-feira (20), um vídeo em que se dirige à população, seus eleitores e familiares para rebater a divulgação de um áudio que o envolve em um suposto diálogo com o jornalista Everson Castro e sua equipe de reportagem. O parlamentar classificou as gravações como “fake news” e afirmou que a verdade prevalecerá.

O material teria sido produzido por uma pessoa ainda não identificada e distribuído apenas a veículos de comunicação considerados aliados do prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB). O conteúdo vazado sugere que o deputado estaria tratando de pagamentos em dinheiro para que jornalistas “provocassem” o episódio da agressão ocorrida no último domingo (17), quando Furlan foi filmado agredindo um repórter fotográfico durante vistoria em uma obra.

Até o momento, a Polícia Civil do Amapá não se manifestou oficialmente sobre as investigações relacionadas ao caso.

Contexto do episódio

As imagens do vídeo da agressão, amplamente divulgadas em redes sociais e na imprensa nacional, mostram o prefeito Furlan atingindo um jornalista. Apesar disso, tanto ele quanto sua equipe sustentam a versão de que a ação teria ocorrido em resposta a uma suposta agressão do repórter contra duas mulheres, versão que até agora não foi comprovada.

A polêmica em torno das gravações atribuídas ao deputado Jory Oeiras acrescenta mais um capítulo à crise política e midiática que envolve a Prefeitura de Macapá, ampliando a repercussão de um caso que já mobiliza setores da sociedade civil, parlamentares e entidades ligadas à defesa da liberdade de imprensa.

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