PEC da Blindagem : Veja como cada deputado do Amapá votou

O texto prevê que deputados e senadores só poderão ser processados criminalmente com autorização prévia da respectiva Casa legislativa

A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos nesta terça-feira (16) a proposta de emenda à Constituição (PEC) 3/2021, apelidada de PEC da Blindagem e/ou PEC da Bandidagem, que amplia a proteção de deputados e senadores em processos criminais. O texto, relatado por Claudio Cajado (PP-BA), foi uma das principais demandas na agenda legislativa da oposição.

Prevaleceu o corporativismo e a PEC recebeu 353 votos favoráveis e 134 contrários no primeiro turno. No segundo, foram 344 favoráveis e 133 contrários. O texto seguirá ao Senado após a votação dos destaques.

Veja abaixo como cada deputado votou:

Acácio FavachoMDBAPSim
Aline GurgelRepublicanosAPSim
André AbdonPPAPSim
Dorinaldo MalafaiaPDTAPNão
Paulo LemosPSOLAPNão
Vinicius GurgelPLAPSim
Professora MarcivaniaPCdoBAPNão

Dos oito deputados que integram a bancada do Amapá, somente o voto do deputado Josenildo Abrantes (PDT) não consta na sessão.

Entenda

O texto prevê que deputados e senadores só poderão ser processados criminalmente com autorização prévia da respectiva Casa legislativa, em decisão a ser tomada em até 90 dias. Não havendo parecer nesse período, a ação segue adiante. Prisões só serão possíveis em casos de flagrante de crime inafiançável, e caberá aos parlamentares decidir sobre a manutenção da prisão. Também nesse caso a votação será secreta e dependerá do apoio da maioria dos membros da respectiva Casa.

A proposta também inclui presidentes de partidos, mesmo que fora do exercício parlamentar, o direito ao foro privilegiado.

Nos dois turnos, a PEC recebeu orientação favorável de todos os partidos, com exceção da federação PT-PCdoB-PV, Federação Psol-Rede e Novo. Governo e maioria liberaram, oposição e minoria apoiaram.

Caso

Se a PEC da blindagem já tivesse sido aprovada, seria alta a probabilidade de que o deputado estadual do Rio TH Joias nunca tivesse que acertar contas com a Justiça.

Ele é suspeito de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, além de negociar armas e acessórios para o CV (Comando Vermelho).

No início do mês, TH Joias, como é conhecido o deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, foi preso após uma investigação que reuniu a Polícia Federal, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o Ministério Público do Rio de Janeiro e o Ministério Público Federal.

Dado o corporativismo, é muito provável que ninguém mais seja investigado. O Comitê de Ética da Câmara já demonstra que raramente alguém é punido após a culpabilidade demonstrada, com a rara exceção de assassinos.

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