Petrobras tenta incluir mais 3 poços em licença para perfuração na bacia Foz do Amazonas

Estatal alega que exploração adicional estava prevista em pedido de licenciamento ambiental

A Petrobras solicitou ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) a inclusão de mais três poços na licença ambiental concedida nesta segunda-feira (20) para a primeira perfuração em águas profundas na bacia Foz do Amazonas. O assunto foi publicado pela Folha de São Paulo.

Em carta ao Ibama, a companhia afirma que esses três poços estavam previstos no pedido original de licença ambiental do bloco 59 da bacia. São chamados “poços contingentes”, que podem ser perfurados após o poço pioneiro com o objetivo de delimitar reservas.

O primeiro poço, batizado de Morpho, começou a ser perfurado ainda na segunda-feira, logo após a concessão da licença. Os outros três são planejados para diferentes áreas do bloco e foram batizados de Manga, Maracujá e Marolo.

“O compromisso assumido pela empresa em todos os documentos encaminhados no âmbito do processo de licenciamento refere-se ao conjunto de avaliações e análises, por métodos diretos e indiretos, que serão utilizadas para possibilitar a confirmação da presença de hidrocarbonetos”, diz a estatal.

A perfuração de poços contingentes é necessária para confirmar a extensão de eventuais reservatórios de petróleo no subsolo. A decisão pelos poços adicionais, porém, só se dá após os resultados de um poço pioneiro.

A expectativa da estatal é concluir a perfuração do poço Morpho em cinco meses. Esse processo levantará informações sobre a presença ou não de petróleo e gás naquele local, sobre a qualidade dos hidrocarbonetos eventualmente descobertos e sobre a espessura do reservatório.

O setor de petróleo tem alta expectativa em descobertas na região, que guarda semelhanças geológicas com áreas da Guiana e do Suriname onde petroleiras estrangeiras encontraram volumes significativos de petróleo recentemente.

A licença ambiental para o poço Morpho gerou grande repercussão no mercado, que espera maior facilidade para obter autorização para novos poços na região. A bacia da Foz do Amazonas tem 28 concessões para exploração e produção de petróleo.

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