Amapá avança no desenvolvimento humano e consolida índice em faixa alta, aponta Radar IDHM 2024

Estado registra crescimento de 11,45% desde 2021 e acompanha evolução nacional no índice de qualidade de vida

O Amapá alcançou Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,759 em 2024 e consolidou sua posição na faixa de alto desenvolvimento humano, segundo dados divulgados pelo Radar IDHM 2024, levantamento produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa um avanço expressivo para o estado nos últimos anos. Em comparação com 2021, quando o índice era de 0,681, o Amapá registrou crescimento nominal de 0,078 ponto, equivalente a uma evolução de 11,45%. O desempenho também supera o índice registrado em 2012, quando o estado alcançava 0,709.

Os dados refletem melhorias em áreas consideradas fundamentais para o desenvolvimento humano, como renda, educação e expectativa de vida. O levantamento aponta que o estado vem apresentando recuperação consistente após os impactos econômicos e sociais registrados nos últimos anos.

A Região Metropolitana de Macapá também apresentou desempenho positivo. O índice regional passou de 0,695 em 2021 para 0,762 em 2024, avanço de 9,6%, consolidando a capital e municípios vizinhos na faixa de alto desenvolvimento humano.

Apesar da evolução, o estudo destaca que ainda existem desafios relacionados às desigualdades sociais e econômicas dentro do estado, indicando a necessidade de continuidade das políticas públicas voltadas à inclusão e melhoria da qualidade de vida da população.

Brasil entra em grupo de muito alto desenvolvimento humano

O Radar IDHM 2024 também trouxe um marco histórico para o país. Pela primeira vez, o Brasil atingiu índice de 0,805 e passou a integrar o grupo de nações com muito alto desenvolvimento humano.

Segundo o relatório, o país apresentou forte recuperação após as perdas registradas durante a pandemia. O índice nacional subiu de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, alcançando o novo patamar em 2024.

Outro dado destacado pelo levantamento foi a redução das desigualdades raciais no desenvolvimento humano. Entre 2012 e 2024, a população negra apresentou crescimento de 10,3% no índice, enquanto a população branca registrou aumento de 5,5%. Com isso, a diferença entre os dois grupos caiu de 14% para 9% ao longo da série histórica.

COMPARTILHE!

Comentários:

Notícias Relacionadas

error: Conteúdo protegido!!