
O cantor Bruno Mafra, ex-vocalista da banda paraense Bruno e Trio, manifestou-se publicamente pela primeira vez após ser condenado pela Justiça do Pará por crimes sexuais contra as próprias filhas. O pronunciamento ocorreu na noite desta segunda-feira (6), por meio de um vídeo publicado em seus perfis oficiais.
O artista negou as acusações de estupro de vulnerável e afirmou ser alvo de uma conspiração familiar envolvendo suas ex-mulheres e as filhas. “Eu quero afirmar a todos aqui presentes, pais e mães, vocês que acreditam na Justiça: eu sou um inocente”, declarou Mafra.
Alegações de conflitos familiares
O cantor argumenta que as denúncias surgiram no contexto de disputas domésticas que se estendem por anos. Segundo ele, a relação com as filhas sempre foi pautada pelo afeto, e o processo atual ignoraria um histórico de litígios anteriores.
“Nós tivemos inúmeros conflitos familiares que foram mantidos sob sigilo durante anos para preservar as minhas filhas. Processos judiciais recorrentes, que vêm desde a infância dessas crianças, estão provados com registros”, afirmou o cantor.
Mafra ainda sinalizou que sua defesa pretende tornar públicos documentos e provas que, segundo ele, comprovariam sua inocência, assim que houver viabilidade jurídica para tal.
Vítima rebate declarações
A declaração foi rapidamente contestada por Melissa Apprígio, que também utilizou as redes para rebater o posicionamento. Segundo ela, os argumentos apresentados pelo cantor não são novos e já haviam sido utilizados durante o processo judicial.
Ainda de acordo com Melissa, as alegações feitas por ela e pela irmã ao longo da investigação foram analisadas e comprovadas no decorrer da ação, o que levou à condenação do artista em 2ª instância. Ela também ressaltou que a decisão judicial não pode ser deslegitimada por manifestações públicas posteriores.








