Reconhecido pela dedicação à advocacia e pelo carinho com os amigos, o profissional segue sendo lembrado com respeito e saudade

Neste mês de maio, completam-se 13 anos da partida de Adelmo Caxias de Sousa, um dos nomes que ajudaram a construir a história da advocacia e do serviço público no Amapá. Com uma trajetória marcada pela dedicação ao estado e à sociedade, Adelmo atuou como escrivão, delegado de polícia, diretor-geral, secretário-geral substituto ainda na época do Território Federal do Amapá e exerceu a advocacia por mais de 30 anos, sendo um dos primeiros advogados do estado.
Também teve forte atuação junto à OAB/AP, participando ativamente da defesa da advocacia e contribuindo para o fortalecimento institucional da classe, inclusive tendo participação na doação do prédio do antigo Fórum de Macapá para a Ordem dos Advogados do Brasil no Amapá.

Mais do que os cargos que ocupou, deixou como legado o respeito à advocacia, a dedicação ao serviço público e a contribuição para a construção institucional do Amapá. Reconhecido pela competência técnica, postura ética e dedicação incansável à profissão, Adelmo construiu uma carreira pautada pelo compromisso com a Justiça e pela defesa firme das prerrogativas da advocacia.
Amigos, familiares e companheiros de profissão recordam não apenas o advogado respeitado nos meios jurídicos, mas também o ser humano generoso e querido por todos que tiveram a oportunidade de conviver ao seu lado.
Fora dos ambientes formais, como escritórios e salas de audiência, Adelmo cultivava outro talento igualmente admirável: o de reunir pessoas. Exercia a arte da conversa leve, do riso espontâneo e da amizade sincera. Boêmio no melhor sentido da palavra, fazia da convivência um valor e da mesa compartilhada um espaço de encontros memoráveis.
Entre um café e outro, uma roda de amigos ou uma conversa que atravessava a noite, construiu laços que resistem ao tempo. Sabia ouvir, aconselhar, brincar e acolher. Sua inteligência impressionava, mas era sua humanidade que conquistava. Por isso, sua ausência nunca foi apenas profissional; foi também afetiva.








