Programa de Escolas Interculturais e de Fronteira é discutido em Oiapoque e Saint-Georges com foco no ensino bilíngue, intercâmbio cultural e integração educacional entre Brasil e França

O Ministério da Educação (MEC) realizou uma agenda institucional nas cidades de Oiapoque (AP) e Saint-Georges de l’Oyapock, na Guiana Francesa, para discutir o fortalecimento da educação nas regiões de fronteira entre Brasil e França. As atividades ocorreram entre os dias 22 e 25 de junho e tiveram como foco o Programa Escolas Interculturais e de Fronteira (Peif).
O encontro reuniu gestores públicos, representantes de instituições de ensino e equipes técnicas dos dois países para debater estratégias voltadas às características da região amazônica, marcada pela diversidade cultural, linguística e territorial.
A programação integrou a segunda edição dos Jogos Oyapique, realizada na Escola Estadual Duque de Caxias, em Clevelândia do Norte, e fez parte do Acordo de Cooperação Transfronteiriça envolvendo a Secretaria de Estado da Educação do Amapá, Secretaria Municipal de Educação de Oiapoque, Universidade Federal do Amapá (Unifap), Instituto Federal do Amapá (Ifap) e a Região Acadêmica da Guiana Francesa.
Durante os encontros, foram discutidas ações do Peif, intercâmbios culturais, projetos pedagógicos bilíngues e iniciativas para aproximar estudantes e professores dos dois lados da fronteira.
O MEC também debateu com docentes e gestores do Campus Binacional da Unifap a criação de uma proposta de formação continuada para professores de língua francesa e profissionais da educação, com temas como plurilinguismo, interculturalidade e gestão escolar em territórios de fronteira.
Representantes brasileiros e franceses ainda realizaram visitas a instituições de ensino da Guiana Francesa para conhecer experiências de educação bilíngue e práticas voltadas à valorização das culturas locais.
Em Oiapoque, gestores municipais apresentaram demandas para ampliar a infraestrutura educacional e demonstraram interesse na implantação do Programa Escolas Interculturais e de Fronteira. Já com a Secretaria de Estado da Educação do Amapá, foram debatidas políticas educacionais considerando a diversidade indígena e a participação dos povos originários.
Segundo a coordenadora-geral de Articulação Intersetorial da Sase, Gesuína Leclerc, a agenda fortaleceu a cooperação entre Brasil e França e abriu espaço para ampliar o ensino da língua francesa, inclusive com reivindicações para sua presença em exames nacionais como o Enem.
A iniciativa busca ampliar oportunidades de aprendizagem, fortalecer a integração entre os sistemas educacionais e valorizar a diversidade linguística e cultural da região de fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa.








