Operação Gabarito: MP-AP faz busca e apreensão em Belém

Segunda fase teve como alvo candidatos suspeitos de envolvimento em esquema de venda de gabaritos e favorecimento ilícito no concurso da prefeitura de Mazagão

O Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP) avançou nas investigações sobre a suposta fraude no concurso público da Prefeitura de Mazagão e deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a segunda fase da Operação Gabarito. A ação resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Belém, no Pará.

Coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/AP), a operação teve como alvo dois candidatos investigados por possível participação em um esquema de comercialização de gabaritos e favorecimento ilegal no concurso público municipal. A ofensiva contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional (GSI) do Ministério Público do Pará.

Além das buscas realizadas na capital paraense, o Gaeco/AP também promoveu, na segunda-feira (25), uma inspeção na sede da empresa Inaz do Pará, responsável pela organização do concurso.

Segundo o Ministério Público, esta nova etapa busca aprofundar as investigações, identificar outros possíveis beneficiados pelo esquema e reunir novas provas sobre a extensão da fraude.

A primeira fase da Operação Gabarito ocorreu em 26 de abril, quando nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Mazagão. As investigações apontam que um grupo organizado teria atuado para fraudar o certame, com suposta venda de gabaritos por valores entre R$ 10 mil e R$ 30 mil, dependendo do cargo pretendido.

O caso começou a ser investigado após troca de informações entre o MP-AP e a Superintendência da Polícia Federal no Amapá, que identificou movimentações suspeitas envolvendo candidatos e pessoas ligadas à administração municipal.

Durante a primeira etapa da operação, aparelhos celulares, documentos e anotações foram apreendidos e passaram a integrar o material analisado pelas equipes de investigação.

Como desdobramento das apurações, o Ministério Público recomendou, no dia 30 de abril, a suspensão da correção das provas e a preservação dos lacres dos malotes do concurso, com o objetivo de garantir a integridade das investigações.

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