Petrobras revisa cronograma e adia conclusão de perfuração de poço na Foz do Amazonas

Comunicado da estatal ao Ibama muda previsão do dia 7 para, pelo menos, o fim de agosto; documento diz que que a empresa está operando com cautela na região

A Petrobras voltou a adiar a conclusão da perfuração do poço exploratório Morpho, localizado no bloco 59 da Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. Em documento enviado ao Ibama, a estatal informou que a previsão mais otimista é finalizar os trabalhos até o fim de agosto.

O ofício, encaminhado ao órgão ambiental na terça-feira (28), atualiza o cronograma da operação e afirma que a empresa manterá o Ibama informado sobre qualquer alteração na previsão de término da perfuração.

A nova estimativa representa mais um atraso na campanha exploratória. Em junho, após solicitação do Ibama, a Petrobras havia apresentado um cronograma prevendo a conclusão da perfuração em 7 de agosto. O poço está sendo perfurado no bloco 59, localizado a cerca de 160 quilômetros da costa de Oiapoque, no extremo norte do Amapá.

Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a perfuração está sendo conduzida com cautela por se tratar do primeiro poço em uma nova fronteira exploratória, onde ainda não há produção de petróleo.

“Estamos indo com muito cuidado”, afirmou a executiva à Folha de S.Paulo.

As condições naturais da região também influenciam o ritmo da operação. As fortes correntes marítimas na Foz do Amazonas foram apontadas pela equipe técnica como um dos principais desafios da atividade e estão entre os fatores associados ao acidente que interrompeu a perfuração em janeiro.

A plataforma opera em uma área onde a distância até o fundo do mar é de aproximadamente dois mil metros, deixando a tubulação exposta às correntes oceânicas.

Pelo cronograma inicial apresentado ao Ibama, a perfuração do poço Morpho deveria ocorrer entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026. No entanto, um vazamento de fluido de perfuração provocou a suspensão dos trabalhos por cerca de um mês. A Petrobras foi multada em R$ 2,5 milhões pelo Ibama, e as atividades só foram retomadas em fevereiro.

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