
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), órgão do Ministério de Minas e Energia, aprovou na última quarta-feira (14), a existência de situação de emergência com risco à segurança do suprimento eletroenergético no distrito de Bailique, no município de Macapá (AP).
O avanço do fenômeno das terras caídas reduziu o fornecimento de energia elétrica na localidade. A força do rio Amazonas provoca o desbarrancamento das margens, e com isso, a queda de postes e da rede elétrica. O alagamento das margens também faz com que seja necessária a colocação de mais cabeamento subaquático, modelo que hoje atende o arquipélago.

A localidade é atendida pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), mas diante dos problemas que vêm provocando cortes no fornecimento, o Ministério de Minas e Energia busca soluções provisórias para que a população não fique desassistida. A CEA Equatorial informou ao Ministério que o avanço da água do rio e a destruição das margens provocaram a perda de 1400 metros de rede, e que o fenômeno das terras caídas dificulta a reposição do sistema.
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No ato que aprovou situação de emergência no Distrito do Bailique, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico determinou à distribuidora que seja disponibilizada geração de suporte emergencial e temporária de até 1 MW, suficiente para atender a população local, por até 180 dias.
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A CEA também deverá apresentar, dentro de dois meses, uma solução definitiva para o reforço da infraestrutura elétrica da região, com estimativa de custos, impacto tarifário e comparação com a alternativa de implantação de geração térmica local. As medidas têm o objetivo de assegurar a continuidade e a confiabilidade do suprimento de energia para a população do Bailique.
Governo do Amapá enviou geradores para as festas de fim de ano
Em dezembro, o governador Clécio Luís enviou quatro geradores de energia elétrica para o Arquipélago do Bailique para garantir o fornecimento de energia no fim de ano. O pedido feito pela comunidade pela própria comunidade, que alegou não ter nem mesmo onde manter os alimentos resfriados. Clécio articulou os equipamentos junto à Equatorial Energia e ao Ministério de Minas e Energia.








