Justiça recebe queixa-crime de Acácio contra Gilvam por calúnia, difamação e injúria 

Agressões contra o deputado do MDB teriam sido feitas nas redes sociais, em maio de 2025

A juíza Marina Lorena Lustosa, da 3ª Vara Criminal de Auditoria Militar de Macapá, recebeu nesta terça-feira (12), uma queixa-crime ajuizada pelo deputado federal Acácio Favacho (MDB), contra o ex-senador Gilvam Borges por calúnia, difamação e injúria. 

O processo tem origem em um vídeo divulgado nas redes sociais em maio de 2025, no qual Gilvam, em tom inflamado e nada diplomático, teria disparado uma sequência de adjetivos contra o parlamentar. Entre as expressões citadas na ação estão “sicofanta”, “parlapatão” e “cheira pedra” — esta última, segundo a defesa de Acácio, numa insinuação considerada ainda mais ofensiva e grave.

O distanciamento começou após Gilvam perder o comando do MDB no Amapá, no início de 2023, numa articulação política costurada em Brasília que acabou colocando Acácio Favacho na presidência da legenda. Desde então, o que antes era convivência partidária virou uma troca constante de declarações atravessadas.

Outro episódio que aprofundou o racha ocorreu quando a direção do MDB, já sob o controle de Acácio, atribuiu a Gilvam problemas encontrados na prestação de contas do partido — uma situação que ampliou o clima de desgaste e ressentimento por parte do ex-senador.

Antes de abrir oficialmente a ação penal, a magistrada ainda tentou uma trégua entre os antigos aliados, determinando audiência de conciliação, que terminou sem acordo, confirmando que a relação política entre os dois segue mais azeda do que nunca.

Na decisão que aceitou a reclamação, a juíza destacou que a queixa-crime apresenta “a exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias, a qualificação do querelado, a classificação jurídica dos fatos imputados, bem como se encontra instruída com os documentos pertinentes”.

A decisão deu dez dias para que Gilvam apresente resposta à acusação. 

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