Poço e cisterna sob suspeita de contaminação e tanque de combustível devem ser lacrados

A orientação é do MP-AP, que apura vazamento de combustível no entorno da Lagoa dos Índios, em Macapá

Água do poço foi coletada semana passada

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) orientou que seja feito o lacre imediato de um poço artesiano e uma cisterna de uma distribuidora de bebidas, e um tanque de combustível desativado. A medida faz parte da investigação sobre um suposto vazamento de combustível próximo da Lagoa dos Índios, área de preservação ambiental de Macapá.

Reunião no MP adotou novas medidas para avançar nas investigações

Uma reunião realizada nesta quinta-feira (6) conduzida pelo promotor de Justiça Marcelo Moreira, da 2ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, com representantes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam), Polícia Científica (PCA) e da Agência Nacional do Petróleo (ANP), representada no estado pelo Procon/AP, avaliou que o lacre é muito importante para evitar transtornos ainda maiores.

Segundo o MP, tanto o posto de combustíveis quanto a distribuidora de bebidas já foram notificados. O poço e a cisterna passaram a ser isolados depois que equipes identificaram odor e coloração compatíveis com combustível na água.

Peritos também analisaram a água da Lagoa dos Índios

Durante a reunião, a Polícia Científica informou que, apesar de as vistorias realizadas nos imóveis e na vizinhança não terem constatado indícios visíveis de contaminação, as amostras coletadas apresentaram características compatíveis com combustível. Os peritos também relataram a presença de manchas oleosas na superfície da Lagoa dos Índios.

Caso seja necessário, exames complementares poderão ser realizados pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará.

A Sema informou que o relatório técnico sobre o caso está em fase final de elaboração e deverá apresentar recomendações para as medidas ambientais. Já a ANP informou que a coleta oficial de amostras será realizada na próxima semana. O material será encaminhado para análise na Universidade Federal do Pará (UFPA).

Água retirada do poço tem cor alterada

Além do lacre das estruturas sob suspeita, o promotor Marcelo Moreira solicitou que a ANP realize uma análise comparativa do perfil químico das amostras. O exame permitirá identificar, com maior precisão, a composição molecular do combustível encontrado e verificar se há correspondência com a origem do possível vazamento.

A investigação segue em andamento para esclarecer a extensão da contaminação, os impactos ambientais e eventual responsabilização dos envolvidos.

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